Como cancelar um financiamento FAT passo a passo
Quem já teve que encarar uma fatura de cartão de crédito sabe bem como os juros podem virar um problemão rapidinho. Pensando em ajudar quem precisa de um respiro, o Banco Central criou o FAT, lá em 2017, junto com o Ministério do Trabalho. A ideia era dar uma saída menos pesada pra quem quer colocar as contas em ordem.
O FAT funciona de um jeito bem simples: permite parcelar a dívida do cartão em até 24 vezes, com taxas bem mais amigáveis do que o temido crédito rotativo. Para quem trabalha com carteira assinada e vive fazendo malabarismo pra fechar o mês, faz uma baita diferença.
Muita gente acaba recorrendo ao FAT quando bate aquele aperto, seja pra comprar algo importante ou pra sair do sufoco das dívidas antigas. Só que, às vezes, as prioridades mudam ou o dinheiro fica ainda mais curto. Aí, vem a dúvida: será que dá pra cancelar esse parcelamento? Vale a pena entender direitinho como cada banco lida com isso antes de tomar qualquer decisão.
Cartões como o Itaucard ajudaram a popularizar o FAT, já que explicam com detalhes cada etapa do parcelamento. Saber o que está contratando faz toda a diferença.
Como funciona o parcelamento automático FAT
Na prática, o parcelamento automático do cartão de crédito funciona como um “airbag” pra quem não conseguiu pagar a fatura inteira em até 30 dias. Em vez de deixar a dívida crescer com os juros altos do rotativo, o banco transforma o valor em parcelas fixas, geralmente por até dois anos.
Essa mudança veio depois que o Banco Central percebeu que o crédito rotativo era um verdadeiro buraco negro. Antigamente, pagar só o mínimo da fatura liberava limite pra gastar mais, e aí o saldo devedor só crescia. Era fácil cair numa bola de neve.
Agora, se a fatura não for paga até a data limite, o saldo entra automaticamente nesse parcelamento. O banco informa as condições por escrito: os juros, o prazo pra quitar tudo e nada de pegadinhas escondidas.
O lado bom é que os juros são bem menores do que antes, o prazo é definido (até 24 meses) e o cliente sabe o que está pagando. Sem contar que o crédito do cartão só volta a ser liberado depois que a fatura for paga integralmente.
Mesmo assim, o parcelamento FAT pode pesar no orçamento. Não é sempre a melhor opção. Vale muito comparar as taxas do banco com as de outros empréstimos, negociar condições e, se possível, buscar alternativas antes de fechar qualquer acordo.
Como cancelar o parcelamento FAT
Se você decidiu cancelar o parcelamento FAT, o caminho é direto, mas exige um pouco de organização. O contato deve ser feito com o emissor do cartão, pelos números de atendimento: 4004-1111 para capitais e 0800-111-111 para outras regiões. Dá também pra usar o app do Itaucard ou acessar o site, se preferir resolver tudo pelo celular ou computador.
Antes de ligar, já deixa em mãos alguns dados importantes: CPF, número do contrato, os últimos dígitos do cartão e um comprovante de renda recente. Facilita bastante e agiliza o atendimento.
Na hora do contato, seja objetivo: “Quero cancelar o parcelamento automático da fatura.” Pergunte se há alguma taxa ou multa por cancelar. Dependendo do contrato, pode ter uma cobrança de até 2% sobre o saldo restante.
Anote o número do protocolo de atendimento. Se puder, peça confirmação por e-mail ou WhatsApp. Depois, fique de olho no app ou no site do cartão durante dois ou três dias úteis pra ver se o cancelamento foi mesmo registrado. Se nada mudar, é só ligar de novo e informar o protocolo.
Dica importante: guarde todas as provas do contato, como e-mails, mensagens e os protocolos, por pelo menos três meses. Se aparecer alguma cobrança indevida, isso pode salvar seu tempo e evitar dor de cabeça. Se o banco não resolver, dá pra reclamar no Banco Central pelo telefone 145 ou procurar o Procon.
Dicas para equilibrar as contas sem sufoco
Colocar a vida financeira nos trilhos não é missão impossível. Às vezes, trocar o parcelamento do cartão por um empréstimo pessoal com juros menores ou negociar direto com a loja pode ajudar e trazer mais fôlego pro bolso.
Uma dica simples é anotar tudo o que entra e sai todo mês. Pode ser num caderno, planilha ou até aplicativo gratuito. Assim fica fácil descobrir pra onde o dinheiro está indo e onde dá pra cortar. O cafezinho fora de casa, por exemplo, quando a gente soma no fim do mês, pode surpreender.
Também ajuda escolher um jeito de atacar as dívidas: o método bola de neve começa pelas menores, pra dar aquela sensação de vitória logo de cara. Já o método avalanche foca nas dívidas com juros mais altos. Esse costuma render uma economia maior no final das contas.
Se você tem uma habilidade extra, dá pra fazer uma renda a mais vendendo coisas usadas, oferecendo algum serviço ou participando de pesquisas pagas. Não resolve tudo, mas já ajuda enquanto as contas não se ajeitam.
Agora, se a situação saiu do controle, procurar um consultor financeiro pode ser uma boa. Eles ajudam a montar um plano realista, negociar com bancos e evitar que as dívidas virem uma bola de neve maior.
Pós-cancelamento: acompanhando e se protegendo
Depois de pedir o cancelamento, vale ficar de olho pelas próximas 72 horas. Os bancos costumam atualizar as informações em até três dias úteis. Olhe com calma o app do cartão ou o extrato online. Se o cancelamento aparecer, ótimo. Guarde todos os comprovantes organizados por pelo menos seis meses. Nunca se sabe quando pode aparecer uma cobrança inesperada.
Se o cancelamento não for processado ou o banco não responder, use os canais oficiais como o Banco Central pela internet ou o Procon da sua cidade. Ter toda a documentação em mãos ajuda muito nessas horas.
No fim das contas, o segredo pra não cair em dívidas de novo é fazer as contas, comparar taxas e analisar bem cada proposta antes de pegar crédito. Ajustar o orçamento, revisar os gastos e escolher acordos transparentes são formas de se proteger e evitar virar refém de parcelas intermináveis.


